Em um cenário pós-eleições, com perspectivas reais de melhora (ou pelo menos definição) dos rumos da economia no país, a Black Friday 2018 promete novidades em relação às edições anteriores. Ainda que a data – marcada para 23 de novembro – prometa manter a alta registrada nos últimos anos, ela deve trazer uma nova perspectiva de mercado para a jornada dos usuários e suas preferências.

De acordo com dados do Ebit, como você já acompanhou em artigos anteriores aqui no blog, a edição 2018 do evento deve atingir R$ 2,43 bilhões de faturamento. A projeção de 15% de crescimento é reflexo do crescimento nas vendas em outras datas comemorativas, como o Dia das Mães, que atingiu os R$ 2,1 bi (+12), e o Dia dos Namorados, que chegou aos R$ 1,87 bi (+2%). A penetração da Black Friday também deve aumentar. A intenção de compra para a data, segundo dados do Ebit e do Think with Google, chega aos 88%, um número que anima o varejo.

Baseado nessas projeções, o time da NewBlue separou algumas tendências para você saber o que esperar da BF2018. Confira:

1)  Lojas físicas também entram na onda

No Brasil, a Black Friday estreou no e-commerce, no qual ainda segue com mais força. Porém, nos últimos anos, muitas lojas físicas têm entrado de cabeça nas promoções para a data, tentando aumentar as vendas e diluir os estoques, o que as fez faturar, no ano passado, R$ 55 bilhões, equivalentes a um crescimento de 8%, de acordo com levantamento da Fecomercio de SP. No total, 33% dos consumidores compraram em lojas físicas na Black Friday de 2017, mas 34% deles pesquisaram preço online antes de realizar a compra. O saldo positivo do ano anterior deve animar os lojistas que, para 2018, devem oferecer ainda mais descontos na data.

2)  Eu mereço!

As pesquisas reforçam que a BF é a data em que os consumidores aproveitam para se autopresentear. Segundo o Ebit, 59% dos entrevistados afirmou fazer compras para uso próprio. E, nas categorias preferidas de mimos, estão eletrônicos, com alta prevista de 5% para este ano, e eletrodomésticos, com crescimento projetado de 6%. As mulheres representam a maioria dos consumidores do período e a faixa etária mais ativa é de 25 a 44 anos, somando mais de 60% do volume nas vendas, como mostra estudo do e-marketer.

3)  Crescimento do “Compre e retire”

Os usuários da Black Friday, em sua maioria, têm uma urgência de compra. A cada ano, o consumidor está mais ansioso para receber seus produtos o mais rápido possível. O Ebit mostra que 8,1% dos entrevistados pretende usar o recurso nessa edição da BF. E as lojas parecem estar aprendendo rápido que esse é o caminho preferido dos clientes, já que eles alegam que 34% dos sites oferecem essa opção. Aliás, como normalmente essa possibilidade não possui custo de frete, ela acaba funcionando como alavanca para os sellers, aumentando a conversão das lojas online.

4)  Sudeste na liderança

Os estados onde o mercado online possui um maior nível de maturidade são os que apresentam maior aderência pelo termo “Black Friday”. São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro lideram o ranking, seguidos por Distrito Federal, Santa Catarina, Espírito Santo e Goiás, segundo dados do Trends Google observados nos últimos 12 meses.

5)  A hora é agora!

Quase metade dos consumidores (46%) pretende comprar na sexta-feira da Black Friday por acreditar que terá acesso às melhores ofertas. Outros 22% dos consumidores ouvidos pelo Ebit afirmam dar preferência para os dias pós-BF, enquanto 13% alegam optar por fechar as compras alguns dias antes da data, o que, neste ano, deve ocorrer entre os dias 16 e 22 de novembro.

6)  Muito além da sexta-feira

De acordo com dados do Think with Google, 78% dos consumidores voltam a comprar na loja depois de fazer a primeira compra na Black Friday, caso sintam-se satisfeitos com a experiência oferecida. Ainda segundo o estudo, os usuários gostam de usar a data para conhecer novas marcas e produtos, com 18% dos entrevistados afirmando que vão usar a BF 2018 para descobrir uma loja online inédita.

7)  Ultrapassando barreiras

De um ano a outro, alguns impeditivos para as compras durante a Black Friday podem até mudar. Mas, geralmente, quem não consome na data tem motivos bastante comuns, sendo o maior deles a falta de dinheiro para comprar no período (42%). Muita gente ainda tem receio das fraudes online (40%) e outra boa porcentagem (38%) ainda prefere ver os itens pessoalmente. É preciso ficar de olho nessas indicações para pensar em estratégias que possam quebrar essas barreiras, conquistando novos consumidores e fidelizando antigos.

8)  Black Fraude?

Especialmente em 2018, muitos consumidores alegam que não vão participar da Black Friday porque não acreditam nos descontos (35%). A lenda do “tudo pela metade do dobro” que cresceu por aqui nas primeiras edições da BF ainda é um desafio para muitas marcas. Para evitar cair nessa armadilha, a dica é investir em campanhas bem transparentes, que mostrem ao usuário que o desconto realmente existe e que é muito proveitoso. Mas preste atenção porque o preço não é mais o fator decisivo na hora da compra. Confiança na loja e prazo de entrega também contam pontos.

9)  Onde está o consumidor?

O principal tráfego dos usuários para as lojas online vem das mídias pagas (68%), como AdWords e Facebook. Mas ainda é importante observar que uma fatia razoável (32%) chega por meio de mídias naturais, como a pesquisa orgânica no Google ou por meio de e-mails marketing.

10) A Black Friday é NewBlue

Por aqui, nós já estamos mais do que preparados para a maratona da BF 2018 e temos projeções ambiciosas. No ano passado, construímos mais de 500 peças para os nossos clientes na data e, agora, estamos trabalhando com força total para crescer, não só nesse número, mas também nas conversões conquistadas. Para isso, estamos apostando em uma Black Friday data-driven, na qual os dados colhidos durante o ano inteiro em nossas ações de inteligência diferenciada são a chave para campanhas assertivas, direcionadas ao público de cada um de nossos clientes. Aqui, a Black Friday é “Data Friday” e não para nunca!